Abam

A palavra francesa tem sua origem na palavra italiana “balleto”, diminutivo de ballo (dança),  que vem do latim “ballare”, que significa dançar , e que por sua vez vem do grego “βαλλίζω” (ballizo), que significa “dançar, saltar sobre”.

O Balé começou a 500 anos atras na Itália, é um estilo de dança que se originou nas cortes e que se desenvolveu ainda mais na Inglaterra, Rússia e França como uma forma de dança de concerto. No século XX, o balé continuou a se desenvolver onde teve uma forte influência sobre a dança de concerto. Por exemplo, nos Estados Unidos, o coreógrafo George Balanchine desenvolveu o que hoje é conhecido como balé neoclássico. Os desenvolvimentos posteriores mais conhecidos incluem balé contemporâneo e balé pós-estrutural, visto no trabalho de William Forsythe, na Alemanha.  A audiência para estas apresentações era composta principalmente por pessoas da corte, que contratavam dançarinos  de alto escalão para ensinar aos amadores.

Pode-se dizer que a história do balé no Brasil começa em 1927, com a vinda da bailarina russa Maria Oleneva para o Rio de Janeiro. Já naquele ano ela fundou a Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal, que se tornou o principal centro de formação de bailarinos no país.

Depois de Oleneva, vieram outros europeus. Outro nome importante é o de Tatiana Leskova, que a partir de 1945 atuou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, primeiro como bailarina e depois como mestre de balé e coreógrafa. Juntamente com Igor Schwezoff, participou em 1946 da formação do Balé da Juventude.

As inovações do balé moderno foram trazidas ao Brasil em 1949 pelos Ballets des Champs-Elysées. Aqui ficou como mestre um de seus integrantes, Pierre Klimov. Eugênia Feodorova chegou ao Brasil em 1955, atuando como mestre de balé e coreógrafa do corpo de baile do Teatro Municipal. E em 1962 foi chamado para trabalhar no Rio de Janeiro o coreógrafo e maître-de-ballet William Dollar.

O balé contemporâneo desenvolveu-se com Nina Verchinina, ex-integrante do Ballet Russe du Colonel de Basil, que deu uma das mais decisivas contribuições à dança brasileira, com sua companhia particular. Outros nomes que sobressaíram foram os de Berta Rosanova, Sandra Diecken, David Dupré, Dennis Gray, Artur Ferreira e vários outros, como bailarinos ou como coreógrafos e divulgadores. Bailarinas brasileiras que se destacaram no exterior foram Márcia Haydée, Beatriz Consuelo, Ivonne Weyer e Eleonora Oliosi.

A técnica acadêmica do balé, como concebida hoje, é russa e resultou da fusão dos estilos italiano e francês. O estilo italiano desenvolveu-se acrobaticamente, caracterizando-se pelo allegro, movimentos vivos, angulosos, com certa rigidez. Os braços estendidos vigorosamente, a velocidade, a técnica, o virtuosismo são suas marcas. No estilo francês destacam-se a graça, a leveza, os movimentos arredondados, braços leves, o adagio.

Dessas duas escolas resultou uma fusão ideal no estilo russo do século XIX: a graça de uma e o virtuosismo da outra, aliados ao temperamento emotivo do povo russo. Os bailarinos russos fizeram uma síntese, tirando de cada uma o que tinha de melhor.As mulheres passaram a se destacar e contribuíram  para o aperfeiçoamento da arte.

 

Jean Georges Noverre:

-foi a figura mais importante da dança no século XVIII.

-afirmou que o balé é uma arte nobre, destinada à expressão e ao desenvolvimento de um tema.

-Criou o balé dramático, onde a história é contada através de gestos.

 

O balé romântico:

-surgiu na primeira metade do século XIX

-atraiu muitas pessoas devido o Movimento Romântico Literário que acontecia na Europa.

-é um dos mais antigos e prezam pela magia e a delicadeza de movimentos.

-A protagonista é sempre frágil, doce, delicada e apaixonada.

-A marca registrada do balé romântico é a sapatilha de ponta e em seguida os corsets e o tutu (saias feitas de tule, mais longas que o tutu usado no balé neoclássico). O tutu romântico ia até o tornozelo.

-Os movimentos do balé romântico e a sapatilha dão um ar de delicadeza, leveza e perfeição à bailarina, faz parecer que ela está flutuando, isso mostra claramente a figura da mulher perfeita, idealizada.

-podemos citar Giselle, de Jean Coralli; e La Sylphide, de Marie Taglioni.

 

O balé neoclássico:

– Surgiu na época em que o Ballet Russo e Italiano disputavam o título de melhor técnica do mundo.

– Isadora Ducan:  foi a musa inspiradora do balé neoclássico,

foi a famosa bailarina que tirou as sapatilhas,

ela buscou a inspiração nos movimentos das ondas e dos ventos para compor suas coreografias.

 

O ballet

-é a dança mais complexa que existe

– O preparo necessário para a execução de cada movimento, a graciosidade dos bailarinos misturadas a força é o que dá toda a grandeza dessa arte doce e forte.

 

Os princípios básicos do balé são :

– postura ereta ;

-uso do en dehors (rotação externa dos membros inferiores),

-movimentos circulares dos membros superiores,

-verticalidade corporal,

-disciplina,

-leveza,

-harmonia

-simetria.

 

Usa no Ballet:

-os tutus pratos, era a marca característica da bailarina( ficava mais fácil verificar se os passos estavam sendo executados com perfeição)

-Sapatilha de ponta (Taglioni criou ,dando às bailarinas a possibilidade de executar proezas técnicas e aparência de flutuar nas pontas dos pés )

 

Referências:

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